ADMINISTRAÇÃO  


Distribuidor avalia Recopi ( 15/05/2018 )

O Recopi exige que os distribuidores cumpram um complexo processo, que tem dois fluxos distintos, dependendo do modelo de comercialização – se direto para o cliente ou passando por armazém. O mais complicado é aquele que envolve o armazém terceirizado, processo no qual o distribuidor gera três vezes o Recopi.

Uma vez gerado, o Recopi precisa ter o aceite da outra parte. Exceto nos casos de importação, em que o próprio distribuidor registra o recebimento. Para explicar o processo foram elaborados dois fluxogramas, reproduzidos a seguir.

Todas as etapas da operação podem ser acompanhadas pelas autoridades fiscais dos estados e só podem ser registradas por empresas habilitadas e ativas no Recopi. É de competência exclusiva das secretarias estaduais da Fazenda incluir, bloquear, suspender ou excluir contribuintes no sistema, seguindo as regras do Recopi.

Conforme relataram distribuidores associados, a tarefa de registrar o Recopi torna-se ainda mais árdua pelas características do Sistema, o que complica e dificulta a inclusão e correção de dados das operações.

O Sistema também não permite cópias, relatórios ou qualquer outra forma de acompanhamento dos dados e operações registradas. Os distribuidores listaram mais de uma dezena de tópicos com propostas de melhorias operacionais, que poderiam dar mais agilidade e eficiência ao Sistema Recopi.

Além disso, os distribuidores enfrentam a complexidade do Recopi já na aquisição da mercadoria, tanto para o papel nacional quanto para o importado. Apesar de o fornecedor emitir uma nota para um pedido atendido, deve ser emitido um Recopi para cada carga transportada. No caso de uma compra de 100 toneladas de papel imune, transportadas em quatro carretas, será preciso que sejam gerados e geridos cinco recopis.

Os distribuidores observam ainda que atendem o mercado pulverizado e cada operação demanda um novo Recopi, que deve sempre ser monitorado. Caso o cliente não dê o aceite no registro no prazo máximo de 15 dias, ambos ficarão travados no Sistema Recopi. Ou seja, o distribuidor fica impedido de vender.

Apesar de todo esforço e custo para cumprir as exigências do Recopi, os fornecedores alertam que ainda ficam vulneráveis nas operações com papel imune. Isso ocorre porque o fisco de São Paulo tem imputado aos fornecedores responsabilidade por eventual desvio praticado pelo comprador do papel imune, que constava apto no momento da operação.

 
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