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Mídia impressa: desenvolvimento com sustentabilidade ambiental ( 24/01/2020 )

Mídia impressa: desenvolvimento com sustentabilidade ambiental

Por Manoel Manteigas de Oliveira *

Num momento em que o mundo todo se preocupa com o aumento do desmatamento ilegal na Amazônia, é fundamental lembrarmos que é possível conciliar desenvolvimento com sustentabilidade ambiental e que isso deve ser uma meta a ser buscada por governos, empresas e instituições.

Nós brasileiros, que detemos a soberania sobre a maior floresta tropical do planeta, temos enorme responsabilidade pela preservação desse patrimônio, em nosso benefício, mas também em prol de toda a humanidade. Para preservar o meio ambiente não precisamos renunciar à nossa soberania e nem travar o desenvolvimento do país, muito pelo contrário, como demonstra o setor de celulose e papel.

As áreas destinadas ao plantio de árvores para produção de celulose e papel, no Brasil, são aquelas que há muitas décadas já são usadas para atividades agropecuárias. Tal plantio em nada prejudica a manutenção de ecossistemas nativos. Ao contrário, ao plantar as arvores que serão usadas como matéria-prima, essas indústrias ajudam a evitar que as matas nativas sejam destruídas. Além disso, a indústria brasileira de base florestal é responsável pela preservação de 5,6 milhões de hectares de ecossistemas nativos, ou seja, 0,7 hectares de matas preservadas para cada um dos 7,8 milhões de hectares de florestas plantadas.
Algumas pessoas pensam que a plantação de eucaliptos é prejudicial ao meio ambiente, por ser uma monocultura. Mas, assim como tantas outras monoculturas, seu manejo correto pode permitir um equilíbrio satisfatório com o meio ambiente. Esse tipo de manejo acontece nos plantios realizados pela indústria brasileira de celulose e papel.

Depois que o papel foi usado, ele deve ser descartado como resíduo a ser reciclado. No Brasil o índice de reciclagem de papel já chega a 68% e cresce ano a ano. Se considerarmos apenas as embalagens de papel, cartão e papelão ondulado, a taxa de reciclagem é de 77%.

Quanto à poluição industrial, o papel também se sai bem. As indústrias de celulose e papel há décadas vêm reduzindo seus resíduos e melhorando seu tratamento. Na atividade florestal (plantio e colheita de árvores usadas como matéria prima), 99,7% dos resíduos (cascas, galhos e folhas) ficam no próprio campo e fertilizam o solo.

Nas atividades industriais, 66% dos resíduos servem como combustível para produção de energia, substituindo combustíveis fósseis. Outros 30,5 % são reutilizados como matéria-prima por outras indústrias. O restante, apenas 3,5%, é encaminhado a aterros industriais. O objetivo é zerar esse resíduo.

* Diretor técnico de Two Sides Brasil e da Associação Brasileira de Encadernação e Restauro - Aber

 
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