ADMINISTRAÇÃO  


Cenário desafia setor ( 13/07/2015 )

Cenário desafia setor a agir e ousar, com ética e dentro da legalidade

Não faltam prognósticos de tempos ainda mais difíceis pela frente. Eles podem ser justificativas para a decisão de jogar a toalha, para se escolher o caminho escuro das fraudes, faturando a qualquer preço, ou podem ser oportunidades, reforçando os valores de ética, da legalidade, da qualidade e da confiança. Por princípios, acreditamos que passado o furor do tsunami, sairão fortalecidos aqueles que escolherem a terceira opção, buscando alternativas para superar as dificuldades com criatividade, sem abrir mão de seus valores e direitos, com lisura, amparados na livre e saudável concorrência.
Evidentemente, o momento é de turbulências e não indica céu de brigadeiro para a grande maioria dos setores da economia brasileira. Mas, oportunidades existem e surgem para aqueles que estão preparados para elas.
Como em qualquer situação adversa, haverá muitos feridos, sobreviventes e derrotados. No entanto, enganam-se aqueles que julgam poder sair vencedores usando práticas predatórias, pois estão subestimando os ônus de suas atitudes. O mercado é implacável e se ajustará independentemente de quais serão os competidores no futuro. Cabe a cada empresário do setor de papel, seja distribuidor, importador, fabricante ou gráfica, avaliar e escolher como pretende conduzir seus negócios neste período turbulento, diante dos possíveis cenários que se apresentarão.
A história e experiências passadas nos mostram que o pior conselheiro nestas ocasiões é o medo, que paralisa e, consequentemente, nos tira da condição de protagonistas de nossos destinos. “Não devemos temer nada a não ser o próprio medo”, afirmou o presidente norte americano Franklin Delano Roosevelt, em 1933, ao assumir a presidência do país em plena crise econômica e social iniciada em 1929. Ou seja, ninguém morre duas vezes. Por isso, precisamos agir e agir de acordo com nossos princípios, com ética e dentro da legalidade, pois do contrário só estaremos agravando ainda mais a situação. Penso, seja exatamente isso que desejam os que fomentam a concorrência predatória.
Mais lenta e enfraquecida em alguns setores do que em outros, a economia segue seu curso e o consumo inevitável encontrará um novo ponto de equilíbrio, proporcionando oportunidades, que vão desde fusões e aquisições a diversificação e novos nichos de atuação. Se os tempos são difíceis é hora de criatividade, de ousadia e inovação. Afinal, a própria natureza nos ensina: só a evolução deu às espécies a capacidade de se adaptar às intempéries e aos ambientes hostis. Aqueles que não se adaptaram, foram extintos. Pensemos no futuro que queremos!


Vitor Paulo de Andrade
Presidente do Conselho Diretor

FONTE: NEWSPAPER - Edição Número 45 – JULHO 2015



 
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