ADMINISTRAÇÃO  


Bem-vindo 2016, para o que der e vier! ( 28/04/2016 )

Apesar das adversidades e ignorando quaisquer previsões, o ano de 2015 termina deixando lições e desafios. Um ano difícil para a grande maioria, sem dúvida. O tempo urge, impondo escolhas e atitudes que determinam os caminhos e o futuro, que se apresenta diante das crises e sucessivas ondas de desmandos revelados e de manobras que seguem travando a economia brasileira.

Ao longo do ano, tratamos neste espaço de assuntos essenciais ao setor. Falamos aqui da vocação genuína do distribuidor de papel para abastecer o mercado nacional na capilaridade, quantidades e prazo que a indústria gráfica precisa. Lembramos o contínuo esforço pela legalidade do setor e o combate aos desvios de finalidade de papel imune, mostrando que o caminho escuro das fraudes deve ser exemplarmente punido, separando o joio do trigo. Em vários momentos, tratamos do cenário cada vez mais desafiador que se desenhou durante o ano e da necessidade de enfrentá-lo sem medo, com bom senso e uma dose extra de otimismo.

Todos os temas permanecem atuais e convidam a um exame atento, como sugere sempre o período de fim de ano. Sem dúvida, o resultado de 2015 tem impacto direto da situação política e econômica do País. Mas, além dos fatores conjunturais, temos as questões estruturais do nosso setor. As relações comerciais e concorrenciais estão pautadas em estratégias que visam o futuro sustentável do mercado e de nossas atividades? Ou, em disseminar a insegurança paralisante, que sacrifica elos essenciais da cadeia de negócios em nome do poder econômico?

Cumprimos o nosso dever de alertar que o quadro atual exige cautela, mas também impõe que se siga adiante. Para isso, deve-se fazer uma análise fria das situações enfrentadas, com ações imediatas para reparar ou minimizar os estragos. Não podemos adiar as decisões e medidas necessárias, pois deixar de agir agora pode fazer piorar as condições já ruins e o remédio, além de amargo, será inócuo. Ficar na via da insegurança, jogando ao movimento do mercado, pode levar empresas sérias a embarcar na onda de práticas anticoncorrenciais, com preços predatórios, que resultarão em um mal maior para a própria empresa e para o mercado. A escolha desse é um caminho que pode levar a demandas judiciais, com processos onerosos e imprevisíveis.

Assim como em vários segmentos econômicos, a consolidação é uma tendência no mercado brasileiro de papéis. No entanto, esse processo pode se dar à luz da ética, da livre concorrência, das regras democráticas e legais que dispomos. Nos últimos anos, nos orgulhamos das demonstrações de união e amadurecimento dos segmentos que integram a cadeia de negócios do papel. Esse salto qualitativo nas relações deve orientar o futuro e a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva, em especial da indústria de transformação, que agrega valores à commodity.

As incertezas não se vão com o ano. Mas, 2016 chegará desafiando-nos a seguir, sejam quais forem os desfechos e acontecimentos que vierem! Em 2015, resistimos e vimos que podemos seguir com passos cautelosos, porém firmes e precisos. Seja quem for o presidente da República ou o ministro da Economia, o mercado segue seu curso e as questões setoriais precisam ser tratadas com lisura e seriedade. Um ano difícil termina, mostrando que o futuro de nossas atividades depende de nossas escolhas e atitudes e, também que somos fortes e capazes de enfrentar o que vier pela frente!

Que venham dias melhores!


Vitor Paulo de Andrade
Presidente do Conselho Diretor

 
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