ADMINISTRAÇÃO  


Participar para unir e somar ( 14/11/2011 )

As adversidades enfrentadas, neste ano que está perto do fim, deixaram marcas e lições. Se no geral a economia segue bem, no particular o setor de papel teve muitos percalços e não vai atingir as expectativas de crescimento e rentabilidade. Além da concorrência desleal pela prática perniciosa da transformação de papel editorial em comercial, este ano, enfrentamos restrições às importações, justamente nossa fonte alternativa de abastecimento que permite a regulação de preços e dá competitividade ao mercado nacional.

Quanto aos ilícitos com papel imune, dependemos de atuação do poder público, com fiscalizações e autuações. E, ainda que não seja o modelo ideal e que tenhamos nossas críticas, o Recopi alcançou alguns resultados. É corrente no mercado que empresas estão sendo autuadas, multadas e tiveram seus registros cassados por mau uso do papel com incentivo fiscal. Ainda é pouco para termos um mercado mais ético e rentável, mas pode sinalizar mais.

Na outra ponta, acumulamos transtornos e custos com a obrigatória emissão de licenças prévias de importação, uma exigência acessória prevista para terminar este mês. Neste episódio, experimentamos a força da união. Distribuidores, gráficos e editores, representados por suas entidades, foram juntos ao governo defender suas atividades. Abrimos um canal, mostramos o lado do Brasil que trabalha transformando matéria-prima em empregos e renda.
Se não através das associações, quais empresas sentariam à mesa com o governo federal? Certamente, não a grande maioria das empresas do nosso setor, composto basicamente por micro, pequenas e médias empresas.

Indiscutivelmente, cada um de nós - associados - reconhece o valor e a necessidade de termos uma entidade atuando pêlos interesses específicos de nossa atividade e nosso setor. É evidente também que cada um tem sua avaliação sobre como são conduzidos os assuntos. O imprescindível é termos o foco na construção de um futuro melhor e mais promissor para os distribuidores de papel, independentemente das adversidades que tenhamos pela frente.

O cenário está longe de ser o desejável e o ideal, mas é o real e o que devemos enfrentar para construir melhores condições. Precisamos persistir e fazer desse período de dificuldades janelas de oportunidades e transformação.
Pouco importa quantos somos neste caminho, mas quão coesa e representativa é nossa atuação. Para isso, os distribuidores associados precisam assumir seu compromisso de agentes desse processo, participando efetivamente, até que um dia todos os integrantes da Andipa partilhem os mesmos objetivos éticos e o mesmo empenho por um mercado mais rentável e promissor, sejam quais forem os novos desafios que virão.
O futuro que queremos depende das decisões que tomarmos agora!

Vítor Paulo de Andrade


Fonte: NewsPaper Edição nr 28 – Novembro 2011

 
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