ADMINISTRAÇÃO  


Valores genuínos ( 29/04/2016 )

Valores genuínos

Quanto maior for a consciência do que temos a oferecer e da função que desempenhamos no conjunto, mais claras e convictas serão nossas ações. Em tempos sisudos de crise, focar firmemente nos nossos valores pode ser a diferença entre o agir e o paralisar, entre o superar ou o sucumbir.

O segmento de distribuição de papel é um parceiro de negócios na cadeia produtiva, especializado em fazer a ponte entre a fábrica – nacional ou estrangeira – e o gráfico ou o consumidor do papel. Entregamos nas quantidades, distâncias e prazos que o cliente necessita. Temos variedade de itens disponíveis, com qualidade e atendimento técnico, em condições competitivas de mercado e a crédito. É o distribuidor/importador de papéis que investe e corre os riscos, que assume os altos custos de importação para suprir o mercado interno e ainda precisa enfrentar a concorrência desleal daqueles que praticam deliberadamente preços baixos, seja astutamente vislumbrando a concentração de mercado ou por opção pelo ilícito.

O distribuidor tem visto suas margens cada vez mais pressionadas. Não tem poder para determinar preços e precisa se ajustar às variáveis do mercado nacional e internacional. Somos solidários à preocupação do setor gráfico com os impactos do aumento de preço do papel pela indústria nacional em tempo de recessão econômica. Mas, é fato que se os distribuidores independentes forem sufocados, os consumidores de papéis ficarão vulneráveis, à mercê de retroceder ao tempo das cotas.

Esse não é o único ingrediente indigesto que foi acrescentado ao cardápio setorial. Várias empresas já estão enfrentando as consequências da fúria fiscal que assolou o setor, na esteira do combate às fraudes com papel imune, e passou a generalizar a existência de irregularidades em operações legítimas. É preciso reagir, separar o joio do trigo, como já falamos neste mesmo espaço. Não se pode presumir culpa e julgar com base em pré-conceitos, condenando empresas sérias por operações regulares e lícitas.

Cada segmento da cadeia do papel tem suas questões específicas. Mas, temos os temas comuns, aqueles que afetam vários elos e com potencial para sérios estragos futuros. É nestes temas que devemos focar, com transparência e seriedade, reafirmando a parceria que é positiva a todos. Unidos nas adversidades comuns, podemos construir consenso nas diferenças. Nossas relações institucionais e comerciais precisam estar pautadas, definitivamente, em princípios e valores inegociáveis, que visem o futuro de nossas atividades e mercados.

É claro que o ambiente de recessão que assola o país agrava as dificuldades e potencializa os danos. Mas, essa situação passará como passaram tantos outros momentos turbulentos e também os tempos de bonança! A questão é como estaremos após a travessia desse turbilhão!?!

Isso me fez lembrar uma frase ouvida recente-mente em uma das recorrentes análises de conjuntura, ‘ao final desta crise seremos o que fizermos dela, não o que ela fizer de nós’. O mesmo vale para nossas questões setoriais. Sempre há escolha. Ela pode não ser fácil, mas ainda assim, existe. Nossos valores colocam os limites e norteiam os rumos para as nossas decisões. Que possamos fazer as escolhas mais acertadas.


Vitor Paulo de Andrade
Presidente do Conselho Diretor

 
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