ADMINISTRAÇÃO  


Ajustes para novos tempos ( 16/12/2016 )

Adaptação, essa é a palavra que melhor resume o ano de 2016 para o segmento de distribuição de papéis no Brasil. Condições diversas e adversas afetaram o tamanho do mercado, exigindo reacomodação e reação imediata das empresas que devem começar o próximo ano com melhores perspectivas.

Como temos acompanhado ao longo do ano, a retração da economia brasileira também derrubou a produção de impressos e o consumo de papel. No geral, o que salvou um pouco o ano foram os impressos para as eleições municipais.

Considerando a crise e a situação específica do mercado de papel, 2016 foi marcado pela redução nos volumes de negócios e redefinição da fatia de mercado disponível para o segmento de distribuição.

A expectativa mais favorável é fruto exatamente desse novo cenário, que exige uma postura mais realista em matéria de preços e custos. Assim, apesar de os volumes não serem aqueles a que estávamos acostumados no passado, nós vamos trabalhar com rentabilidade.

É claro que a instabilidade da situação política e financeira do País vai continuar influenciando. Mas, acredito – e espero – que sejam aprovadas as duas principais medidas do governo atual para destravar a economia. O limite aos gastos públicos e a revisão das regras previdenciárias deverão estimular investimentos e a retomada de projetos, melhorando a economia como um todo e, com ela, o mercado de papel.

Avaliando as perspectivas internas, em 2017, o segmento de distribuição não deve ter mudanças expressivas, podendo ocorrer ajustes pontuais e de interesses particulares. Já na Andipa, as metas para o próximo ano seguirão focadas na valorização do distribuidor, na livre e leal concorrência, mantendo coerência com sua história e com os valores associativos. Aliás, em 2016, a Associação completou 15 anos e sua trajetória foi comemorada no encontro de confraternização de final de ano, como mostramos nesta edição do NewsPaper.

Em síntese, encerramos um ano difícil, fortalecidos e motivados a enfrentar os novos desafios que certamente virão. Afinal, a superação está ligada à essência da vida! Com todos ajustados à nova realidade, acredito que as condições em 2017 podem ser mais favoráveis, e também que a resiliência deve ser um exercício constante. Por isso, se o sol sair ou a chuva cair, que 2017 venha para o que der e vier!


Vitor Paulo de Andrade
Presidente do Conselho Diretor

 
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