ADMINISTRAÇÃO  


Selo atesta qualidade ambiental da gráfica ( 07/03/2015 )

A indústria gráfica brasileira já conta com um selo próprio de qualidade, desenvolvido pela Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica – ABTG Certificadora, além das certificações de manejo florestal concedidas pelo Forest Stewardship Council (FSC) e pelo Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor).

O selo verde foi desenvolvido de acordo com a ISO 14001, de gestão ambiental, porém considerando as especificidades da indústria gráfica brasileira, como explicou o diretor técnico da ABTG, Bruno Mortara. “É uma ação inovadora e recente, oferecendo um selo diferencial, que depende de ser percebido pelo meio gráfico e pelo cliente final”, explica, acrescentando que o selo visa eficiência na produção gráfica, o que significa redução de retrabalho e de desperdícios e, “em última instância, o sucesso do negócio e sua sustentabilidade”.

Lançado em 2013, o selo foi concedido até agora às gráficas Plural e Stilgraf. O selo de qualidade ambiental da ABTG atesta que empresas gráficas possuem processos com a devida responsabilidade ambiental, considerando todos os estágios do ciclo de vida do produto: extração de recursos, fabricação, uso e descarte. Isto inclui desde a certificação florestal do papel ao manejo, passando por todos os insumos utilizados na indústria gráfica, como tintas, vernizes, chapas e solventes.

“Os fabricantes desses produtos integram o esforço do setor para o desenvolvimento de tecnologias que reduzem significativamente os impactos ambientais”, explica Ricardo Coube, coordenador do Grupo Empresarial de Sustentabilidade da regional paulista da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf-SP). Ele cita como exemplo, as tintas utilizadas no processo gráfico, que eram basicamente de recursos minerais, portanto, não renováveis. “Hoje, já dispomos de tintas à base de soja, matéria-prima facilmente renovável”, conta Coube, destacando também que o uso de insumos biodegradáveis tem reduzido sobremaneira os impactos ambientais.


Fonte: NEWSPAPER EDIÇÃO 43 - MARÇO 2015

 
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