ADMINISTRAÇÃO  


Golpe de boleto adulterado faz vítimas no setor de papel ( 12/11/2015 )

Ataques de cibercriminosos são cada vez mais frequentes e desta vez as vítimas foram empresas do setor de papel. Resumidamente, o golpe consiste em modificar o boleto bancário para desviar os pagamentos das contas. Os criminosos são criativos nas formas de ataque, mas contam sempre com um deslize daquele que paga o documento. No caso recente, os hackers atacaram o banco de dados de uma distribuidora tendo acesso aos boletos em aberto. Desta forma, os criminosos enviaram aos clientes novos boletos com valor menor e uma mensagem alegando que a diferença era referente a desconto de PIS e Cofins. O argumento convenceu muitos compradores, que mesmo tendo toda a documentação referente ao débito devidamente emitida pela distribuidora, preferiram pagar o novo boleto. Como em toda fraude, os créditos foram confirmados em contas fantasmas e o débito continua em aberto.

Ainda que consiga reaver os valores desviados, a empresa vendedora ficará com o desgaste nas relações com seus clientes.

Por outro lado, o comprador que efetuou o falso pagamento, continua devendo a seu fornecedor mesmo tendo desembolsado a maior parte do valor do débito. A questão envolve as instituições bancárias e a polícia especializada que investiga este tipo de crime.

Os casos deste tipo de fraude se espalham pelo país, que é alvo inclusive de quadrilhas internacionais. Em 2014, foi noticiada a descoberta de um golpe cibernético que modificava boletos bancários para desviar pagamentos referentes a US$ 3,75 bilhões (R$ 8,75 bilhões) desde 2012, quando foi identificado pela primeira vez, segundo a RSA Research, divisão de cibersegurança da multinacional EMC, que descobriu a fraude.

Especialistas lembram cuidados importantes de segurança para não pagar títulos fraudados, que valem para pessoas físicas e jurídicas. As dicas foram publicadas em setembro passado no Portal IG Economia. Confira abaixo:

1 - Erros básicos no boleto: Fique atento a qualidade do documento. Muitos dos boletos falsos enviados para residências possuem erros básicos de português; formatação fora do padrão, como impressão torta, etc.

2 - Falta de exatidão nos dados: Ao receber qualquer boleto em sua residência, verifique também se o seus dados estão corretos (nome completo e endereço). Não deixe de observar também o nome da empresa responsável pelo envio.

3 - Atenção ao código de barras: Confira o código bancário e certifique-se de os três primeiros números da linha digitável do boleto corresponde ao código do banco emissor do documento, cuja lista pode ser acessada no site da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Se os números não baterem, não faça o pagamento e procure o fornecedor.

4 - Suspeite de e-mails: Desconfie de notificações de pagamentos, links ou arquivos anexos que levem a boletos, recebidos por e-mail. Não clique ou abra qualquer link até confirmar com a empresa que a correspondência é válida.

5 - Atenção máxima no ato do pagamento: Antes de finalizar o pagamento, verifique se os dados do cedente, informados na tela após a leitura ou digitação dos números do código de barras, correspondem ao fornecedor do produto ou serviço contratado.

6 - Verifique o que você está pagando: Não efetue o pagamento antes de certificar-se de que possui mesmo o débito junto ao fornecedor em questão.

7 - Apure se o site é confiável: Nas compras feitas no comércio eletrônico verifique se o endereço do site é iniciado com https:// (isso indica que o site é seguro). Além disso, mantenha programas de anti-vírus e firewall atualizados.

Resumidamente, o golpe consiste em modificar o boleto bancário para desviar os pagamentos das contas. Os criminosos são criativos nas formas de ataque, mas contam sempre com um deslize daquele que paga o documento. No caso recente, os hackers atacaram o banco de dados de uma distribuidora tendo acesso aos boletos em aberto. Desta forma, os criminosos enviaram aos clientes novos boletos com valor menor e uma mensagem alegando que a diferença era referente a desconto de PIS e Cofins. O argumento convenceu muitos compradores, que mesmo tendo toda a documentação referente ao débito devidamente emitida pela distribuidora, preferiram pagar o novo boleto. Como em toda fraude, os créditos foram confirmados em contas fantasmas e o débito continua em aberto.

Ainda que consiga reaver os valores desviados, a empresa vendedora ficará com o desgaste nas relações com seus clientes. Por outro lado, o comprador que efetuou o falso pagamento, continua devendo a seu fornecedor mesmo tendo desembolsado a maior parte do valor do débito. A questão envolve as instituições bancárias e a polícia especializada que investiga este tipo de crime.

Os casos deste tipo de fraude se espalham pelo país, que é alvo inclusive de quadrilhas internacionais. Em 2014, foi noticiada a descoberta de um golpe cibernético que modificava boletos bancários para desviar pagamentos referentes a US$ 3,75 bilhões (R$ 8,75 bilhões) desde 2012, quando foi identificado pela primeira vez, segundo a RSA Research, divisão de cibersegurança da multinacional EMC, que descobriu a fraude.

Especialistas lembram cuidados importantes de segurança para não pagar títulos fraudados, que valem para pessoas físicas e jurídicas. As dicas foram publicadas em setembro passado no Portal IG Economia. Confira abaixo:

1 - Erros básicos no boleto: Fique atento a qualidade do documento. Muitos dos boletos falsos enviados para residências possuem erros básicos de português; formatação fora do padrão, como impressão torta, etc.

2 - Falta de exatidão nos dados: Ao receber qualquer boleto em sua residência, verifique também se o seus dados estão corretos (nome completo e endereço). Não deixe de observar também o nome da empresa responsável pelo envio.

3 - Atenção ao código de barras: Confira o código bancário e certifique-se de os três primeiros números da linha digitável do boleto corresponde ao código do banco emissor do documento, cuja lista pode ser acessada no site da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Se os números não baterem, não faça o pagamento e procure o fornecedor.

4 - Suspeite de e-mails: Desconfie de notificações de pagamentos, links ou arquivos anexos que levem a boletos, recebidos por e-mail. Não clique ou abra qualquer link até confirmar com a empresa que a correspondência é válida.

5 - Atenção máxima no ato do pagamento: Antes de finalizar o pagamento, verifique se os dados do cedente, informados na tela após a leitura ou digitação dos números do código de barras, correspondem ao fornecedor do produto ou serviço contratado.

6 - Verifique o que você está pagando: Não efetue o pagamento antes de certificar-se de que possui mesmo o débito junto ao fornecedor em questão.

7 - Apure se o site é confiável: Nas compras feitas no comércio eletrônico verifique se o endereço do site é iniciado com https:// (isso indica que o site é seguro). Além disso, mantenha programas de anti-vírus e firewall atualizados.

 
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