ADMINISTRAÇÃO  


Indústria nacional marca presença na Drupa ( 06/07/2016 )

A indústria gráfica brasileira participou ativamente da maior feira mundial do segmento gráfico – a Drupa, realizada de 31 de maio a 10 de junho, em Düsseldorf, na Alemanha. Com menor número de participantes do que em edições anteriores, o país contou com expositores, representantes de entidades setoriais e de empresas, além de proporcionar o Brazilian Day. O encontro para falar das possibilidades do mercado brasileiro com profissionais de imprensa e da indústria gráfica internacional foi promovido pela Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afeigraf) e pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).

De acordo com o presidente da Afeigraf, Eduardo Sousa, a Drupa mostrou pontos relevantes dentro da indústria, como a consolidação da impressão digital inkjet (jato de tinta), que agora está presente em equipamentos de todos os tamanhos e tipos de produção. “Vimos o aumento de soluções para áreas como impressão de embalagens, que abre portas para os empresários que desejam fazer novos investimentos”, contou, destacando a ampla programação de palestras com conteúdo rico em tendências e mercados em crescimento.

Para quem não pode ir à Alemanha, há a oportunidade de visitar as feiras do Brasil que contarão com os lançamentos da Drupa, como a ExpoPrint Digital / FESPA Brasil em março de 2017 e a ExpoPrint Latin America em março de 2018. O presidente da Afeigraf diz que a tecnologia vista na feira logo estará disponível aos empresários brasileiros. “Algumas inclusive já estão”.

Cenário nacional

Analisando o momento econômico nacional, o presidente da Afeigraf, Eduardo Sousa, comentou o real e esperado impacto da retração no setor. “Somos uma indústria de transformação que não tem conseguido crescer e não ser afetada pela crise atual. O mercado encolheu, mas acreditamos em uma recuperação no médio prazo, tendo em vista não apenas o potencial do país, como uma alta demanda por atualização tecnológica reprimida que tende a melhorar assim que o cenário político e econômico ficar mais claro”.

Os reflexos da crise incluem dificuldades adicionais com relação ao crédito, como praticamente em todos os segmentos. Segundo Sousa, há uma curva de crescimento de inadimplência e endividamento em alta, e assim como o governo e as instituições financeiras, as empresas do setor estão um pouco conservadoras na liberação de crédito.

Neste cenário, o mercado internacional aparece como opção viável para o setor que, na avaliação de Eduardo Sousa, produz materiais do mais alto nível, comparados e até superiores aos confeccionados pelos países de primeiro mundo.

 
 VOLTAR