ADMINISTRAÇÃO  


ESTATÍSTICAS ( 24/01/2020 )

Dados parciais indicam redução no mercado de I&E em 2019

No período de janeiro a outubro de 2019, a produção e a venda doméstica dos fabricantes nacionais de papéis para Imprimir e Escrever (I&E) ficaram negativas quando comparadas aos mesmos meses do ano anterior. Em ritmo mais lento, a exportação seguiu positiva e a importação em queda. Com isso, o consumo aparente dos papéis para impressão e escrita nos dez meses de 2019 marcou -7,2% em relação à igual período do ano anterior.
As informações foram coletadas na 8ª edição do boletim estatístico mensal da Indústria Brasileira de Árvores, Dados Papel, que apresenta os números gerais e dos segmentos do mercado de papel – embalagens, I&E, imprensa, fins sanitários, cartão e outros. Além de I&E, os canais de distribuição trabalham também com os papéis jornal, cartão e alguns tipos classificados como outros.

No total, a produção nacional de janeiro a outubro de 2019 aumentou 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, se mantendo no patamar de 8,7 milhões de toneladas. Os segmentos de papéis para embalagens e para fins sanitários apresentaram os melhores resultados para o período de análise, com desempenho positivo em todos os parâmetros. O mercado de papel jornal foi o que teve as maiores perdas no comparativo dos dois anos. A produção recuou 17,9% e a venda doméstica 13%, enquanto as importações de jornal marcaram -30,9% e as exportações -34,5%.

Já no segmento de papel cartão, os fabricantes nacionais produziram 612 mil toneladas entre janeiro e outubro de 2019, volume 2,7% superior ao mesmo período de 2018 (596 mil toneladas). A produção maior foi destinada à exportação, que cresceu 17,7% no período, saltando de 147 mil toneladas para 173 mil toneladas. No mercado doméstico a demanda diminuiu de 450 mil toneladas na parcial de 2018 para 438 mil toneladas nos dez meses de 2019 (-2,7%). Os desembarques de cartão estrangeiro somaram 44 mil toneladas contra 50 mil toneladas, queda de 12% no intervalo analisado. Os tipos de papéis enquadrados em outros tiveram queda na produção (-4,7%), na venda doméstica (-6,5%) e na importação (-1,6%), e crescimento na exportação (-7,9%).

Conforme o boletim estatístico, entre janeiro e outubro de 2019, a produção nacional de papéis para impressão e escrita atingiu 2 milhões de toneladas, queda de 3% na comparação com os mesmos meses de 2018. Do volume produzido, 1,1 milhão de toneladas foram vendidas ao mercado interno e 809 mil toneladas embarcaram para o exterior. Com estas marcas, a parcial de 2019 registrou redução de 6,9% nas vendas domésticas e aumento de 5,6% nas exportações.

Como confirmou o consolidado (vide páginas 10 e 11) da Secretaria de Comércio Exterior, as importações seguiram em baixa em 2019. As entradas de papéis de imprimir e escrever no País até outubro somaram 239 mil toneladas, volume 2,8% menor do que as 248 mil toneladas apuradas no mesmo período do ano anterior.

Desta forma, o consumo aparente de papéis de imprimir e escrever nos dez meses do ano passado somou 1,44 milhão de toneladas, 7,2% abaixo da parcial equivalente de 2018, que atingiu 1,55 milhão de toneladas. O consumo aparente é o resultado da soma da produção com a importação, descontada a exportação.


 
 VOLTAR